Segurança na Internet
No
âmbito da Unidade Curricular (UC) de Língua Portuguesa e Tecnologias da
Informação e Comunicação (LPTIC), foi solicitada uma reflexão individual sobre
questões de segurança, privacidade e fidedignidade suscitadas pelas novas
tecnologias de informação e comunicação, tendo por base a aula apresentada pelo
professor João Torres, a leitura dos textos de imprensa sugeridos e outros.
A
internet é um meio versátil e uma fonte de inesgotáveis recursos, que nos
permite contactar com utilizadores em regiões remotas e estabelecer uma rede de
partilha com o mundo. Assim, diariamente são milhões os utilizadores, de todas
as idades e culturas que usam a internet e são muitas as vantagens deste mundo
diferente como novas formas de jogar, novas formas de aprender, novas formas de
comunicar, novas formas de viajar, inclusive visitas virtuais a museus, novas
formas de nos exprimir, como os emotions.
No entanto, este mundo repleto de potencialidades também oferece alguns riscos
que ameaçam a nossa segurança, é por isso necessário ter conhecimento destes
riscos para que desta forma nos possamos proteger e tomar as devidas
precauções. Como o professor João Torres referiu na sua apresentação: “As facas também são perigosas e corremos o
risco de nos cortar, mas não é por isso que deixamos de as usar, simplesmente,
aprendemos a usá-las”. Ainda segundo o mesmo, quando se utilizam as tecnologias
é necessário “cuidado!!!” aos mais
diversos níveis, tais como: Conteúdos (pornografia, racismo, violência, droga,
jogos, informação incorreta e perigosa); Dados pessoais (roubo de identidade,
aproximações indevidas, mensagens com falsos remetentes ou mensagens em redes
sociais); Contactos (correio eletrónico não desejado e conversação com
estranhos em salas de conversa (chat), encontros presenciais com desconhecidos…),
um exemplo dado foram uns email que se recebia dizendo ser da polícia, que eram
uma burla, uma vez que é sempre de estranhar uma multa vir por email e o facto
de o nosso email vir em BCC – significa que foi enviado para mais pessoas mas
eu apenas vejo o meu endereço de email; Gestão de tempo (dependências,
utilização sem objetivos…); Burlas (invasão da privacidade através da
publicidade não desejada, falta de transparência entre a publicidade e o
conteúdo, esquemas fraudulentos…). Uma piscina apresenta diversos perigos
principalmente o risco de afogamento, como tal, poderemos colocar vedações para
as crianças não irem para lá, no entanto, se a cancela estiver aberta elas vão
na mesma, podemos estar sempre ali a vigiar, no entanto, podemo-nos distrair…ou
seja podemos aplicar todas estas soluções, mas a mais eficaz será ensinar a
criança a nadar e desta forma prevenir o risco de afogamento.
Segundo
um artigo de opinião da revista Visão, escrito por Paulo Vasconcelos[1],
“foi há 23 anos, a 30 de Abril de 1993,
que o CERN (Organização Europeia para a Investigação Nuclear) estabeleceu a
internet (WWW - World Wide Web). Aconteceu o Big Bang da era da informação: a
partir de então foi uma explosão de servidores e serviços com utilizadores a
disponibilizar e a aceder à informação”. (Vasconcelos, 2016) São muitas as
empresas hoje em dia que existem apenas na internet sendo também muitos os
negócios que se baseiam única e exclusivamente em plataformas web. Assim, é
cada vez maior o número de pessoas que utilizam o homebanking, que fazem
compras sem ver o produto diretamente, que compram passagens aéreas e que fazem
as reservas em hotéis, entre muitas outras coisas, mesmo as pessoas mais
reservadas. É o que todas estas transações têm em comum, a entrega de dados
pessoais e consequentemente a partilha de informação, que ameaçam a nossa
segurança. Obviamente que todas as empresas criadoras de software e hardware
têm sempre presentes a questão da segurança, no entanto esta é uma batalha difícil
de travar, uma vez que "Qualquer
dispositivo ligado, controlado por uma aplicação, tem, quase certamente, pelo
menos um problema de segurança. Os hackers
podem explorar várias dessas vulnerabilidades ao mesmo tempo (…)” refere
Victor Alyushin, analista de segurança da Kaspersky Lab. (Kaspersky Lab , 2016) Os smartphones por exemplo, segundo Paulo Vasconcelos,
“são muito mais do que telefones, são
máquinas com grande capacidade de cálculo e de comunicação. Ao fazer uma
chamada de A para B, um hacker
pode passar a controlar e a recolher todo o conteúdo da conversa. O smartphone
de B pode ser usado para atacar outros dispositivos escondendo a origem do
ataque”. A empresa Kaspersky Lab por sua vez, analisou uma câmara que
servia para monitorizar um bebé, controlada a partir de um smartphone constatando que “a
câmara que monitoriza o bebé permitia a um hacker, que usou a mesma rede, se ligasse, pudesse ver vídeos e
lançar áudios a partir da própria câmara. Outras câmaras do mesmo fabricante
permitiam aos hackers obter
passwords de utilizador. A investigação demonstrou que também era possível a um
hacker obter a palavra passe da câmara e alterar maliciosamente o firmware a
partir da mesma rede.” (Kaspersky Lab , 2016)
Talvez
saibamos tudo isto, mas ainda não interiorizamos que estamos expostos mesmo
quando julgamos que estamos a ser discretos. Não só pela quantidade de informação
pessoal que colocamos nas redes sociais, esquecendo a pegada digital, o que se
coloca na internet não sai da internet, esta é uma montra que nos expõe mas que
tem o poder de nos dominar se não forem tomadas as devidas precauções, como
também a câmara do nosso computador ou de um smartphone que pode estar a captar
tudo o que estamos a fazer. Ao
tomar certas precauções, a nossa navegação será mais protegida e, como tal,
poderemos desfrutar com maior segurança das inúmeras vantagens que a internet e
as mais recentes tecnologias nos oferecem.
“O surfista desliza na onda, controla com
mestria a deslocação da água e a força do seu movimento. É preenchido com uma
sensação de domínio, capacidade de exercer poder e de disfrutar o prazer. No
entanto, quando menos espera, é embrulhado e engolido por ela. Sacudido pela
mesma força de movimento que acreditou controlar. É exatamente isto que ocorre
com a internet e os seus utilizadores.” (Vasconcelos, 2016)
Referências
Bibliográficas
Kaspersky Lab .
(11 de novembro de 2016). SapoTec. Obtido em 28 de novembro de 2016, de
Internet das Coisas tem muitos benefícios mas deve ser usada com algum cuidado:
http://tek.sapo.pt/noticias/internet/artigo/internet_das_coisas_tem_muitos_beneficios_mas_deve_ser_usada_com_algum_cuidado-49539ust.html
Torres, J. (novembro de 2014). Segurança na internet. Seguranet
. ESE-IPS, Setúbal.
Vasconcelos, P. (3 de novembro de 2016). O surfista e a
onde: fraude na internet. Obtido em 28 de novembro de 2016, de Visão:
http://visao.sapo.pt/opiniao/silnciodafraude/2016-11-03-O-surfista-e-a-onda-fraude-na-internet
[1]
Licenciado em Matemática Aplicada, doutorado em Ciências da Engenharia. É
investigador no Centro de Matemática da Universidade do Porto nas áreas de
análise numérica, matemática computacional e economia computacional. Tem
dirigido também a sua atenção para a investigação e a divulgação das grandes
questões da Defesa Nacional e Segurança Internacional. É Auditor dos Cursos de
Defesa Nacional. É sócio fundador do Observatório de Economia e Gestão de
Fraude (OBEGEF). O OBEGEF é uma associação, sem fins lucrativos, para a
aquisição de novos saberes sobre a fraude e a corrupção, contribuindo, pela
formação e informação, para a sua deteção e prevenção.
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