terça-feira, 29 de novembro de 2016

Reflexão Individual - Vânia Silva



Segurança na Internet

No âmbito da Unidade Curricular (UC) de Língua Portuguesa e Tecnologias da Informação e Comunicação (LPTIC), foi solicitada uma reflexão individual sobre questões de segurança, privacidade e fidedignidade suscitadas pelas novas tecnologias de informação e comunicação, tendo por base a aula apresentada pelo professor João Torres, a leitura dos textos de imprensa sugeridos e outros.
A internet é um meio versátil e uma fonte de inesgotáveis recursos, que nos permite contactar com utilizadores em regiões remotas e estabelecer uma rede de partilha com o mundo. Assim, diariamente são milhões os utilizadores, de todas as idades e culturas que usam a internet e são muitas as vantagens deste mundo diferente como novas formas de jogar, novas formas de aprender, novas formas de comunicar, novas formas de viajar, inclusive visitas virtuais a museus, novas formas de nos exprimir, como os emotions. No entanto, este mundo repleto de potencialidades também oferece alguns riscos que ameaçam a nossa segurança, é por isso necessário ter conhecimento destes riscos para que desta forma nos possamos proteger e tomar as devidas precauções. Como o professor João Torres referiu na sua apresentação: “As facas também são perigosas e corremos o risco de nos cortar, mas não é por isso que deixamos de as usar, simplesmente, aprendemos a usá-las”. Ainda segundo o mesmo, quando se utilizam as tecnologias é necessário “cuidado!!!” aos mais diversos níveis, tais como: Conteúdos (pornografia, racismo, violência, droga, jogos, informação incorreta e perigosa); Dados pessoais (roubo de identidade, aproximações indevidas, mensagens com falsos remetentes ou mensagens em redes sociais); Contactos (correio eletrónico não desejado e conversação com estranhos em salas de conversa (chat), encontros presenciais com desconhecidos…), um exemplo dado foram uns email que se recebia dizendo ser da polícia, que eram uma burla, uma vez que é sempre de estranhar uma multa vir por email e o facto de o nosso email vir em BCC – significa que foi enviado para mais pessoas mas eu apenas vejo o meu endereço de email; Gestão de tempo (dependências, utilização sem objetivos…); Burlas (invasão da privacidade através da publicidade não desejada, falta de transparência entre a publicidade e o conteúdo, esquemas fraudulentos…). Uma piscina apresenta diversos perigos principalmente o risco de afogamento, como tal, poderemos colocar vedações para as crianças não irem para lá, no entanto, se a cancela estiver aberta elas vão na mesma, podemos estar sempre ali a vigiar, no entanto, podemo-nos distrair…ou seja podemos aplicar todas estas soluções, mas a mais eficaz será ensinar a criança a nadar e desta forma prevenir o risco de afogamento.  
Segundo um artigo de opinião da revista Visão, escrito por Paulo Vasconcelos[1], “foi há 23 anos, a 30 de Abril de 1993, que o CERN (Organização Europeia para a Investigação Nuclear) estabeleceu a internet (WWW - World Wide Web). Aconteceu o Big Bang da era da informação: a partir de então foi uma explosão de servidores e serviços com utilizadores a disponibilizar e a aceder à informação”. (Vasconcelos, 2016) São muitas as empresas hoje em dia que existem apenas na internet sendo também muitos os negócios que se baseiam única e exclusivamente em plataformas web. Assim, é cada vez maior o número de pessoas que utilizam o homebanking, que fazem compras sem ver o produto diretamente, que compram passagens aéreas e que fazem as reservas em hotéis, entre muitas outras coisas, mesmo as pessoas mais reservadas. É o que todas estas transações têm em comum, a entrega de dados pessoais e consequentemente a partilha de informação, que ameaçam a nossa segurança. Obviamente que todas as empresas criadoras de software e hardware têm sempre presentes a questão da segurança, no entanto esta é uma batalha difícil de travar, uma vez que "Qualquer dispositivo ligado, controlado por uma aplicação, tem, quase certamente, pelo menos um problema de segurança. Os hackers podem explorar várias dessas vulnerabilidades ao mesmo tempo (…)” refere Victor Alyushin, analista de segurança da Kaspersky Lab. (Kaspersky Lab , 2016) Os smartphones por exemplo, segundo Paulo Vasconcelos,são muito mais do que telefones, são máquinas com grande capacidade de cálculo e de comunicação. Ao fazer uma chamada de A para B, um hacker pode passar a controlar e a recolher todo o conteúdo da conversa. O smartphone de B pode ser usado para atacar outros dispositivos escondendo a origem do ataque”. A empresa Kaspersky Lab por sua vez, analisou uma câmara que servia para monitorizar um bebé, controlada a partir de um smartphone constatando que “a câmara que monitoriza o bebé permitia a um hacker, que usou a mesma rede, se ligasse, pudesse ver vídeos e lançar áudios a partir da própria câmara. Outras câmaras do mesmo fabricante permitiam aos hackers obter passwords de utilizador. A investigação demonstrou que também era possível a um hacker obter a palavra passe da câmara e alterar maliciosamente o firmware a partir da mesma rede.” (Kaspersky Lab , 2016)
Talvez saibamos tudo isto, mas ainda não interiorizamos que estamos expostos mesmo quando julgamos que estamos a ser discretos. Não só pela quantidade de informação pessoal que colocamos nas redes sociais, esquecendo a pegada digital, o que se coloca na internet não sai da internet, esta é uma montra que nos expõe mas que tem o poder de nos dominar se não forem tomadas as devidas precauções, como também a câmara do nosso computador ou de um smartphone que pode estar a captar tudo o que estamos a fazer. Ao tomar certas precauções, a nossa navegação será mais protegida e, como tal, poderemos desfrutar com maior segurança das inúmeras vantagens que a internet e as mais recentes tecnologias nos oferecem. 

O surfista desliza na onda, controla com mestria a deslocação da água e a força do seu movimento. É preenchido com uma sensação de domínio, capacidade de exercer poder e de disfrutar o prazer. No entanto, quando menos espera, é embrulhado e engolido por ela. Sacudido pela mesma força de movimento que acreditou controlar. É exatamente isto que ocorre com a internet e os seus utilizadores.” (Vasconcelos, 2016)

Referências Bibliográficas
Kaspersky Lab . (11 de novembro de 2016). SapoTec. Obtido em 28 de novembro de 2016, de Internet das Coisas tem muitos benefícios mas deve ser usada com algum cuidado: http://tek.sapo.pt/noticias/internet/artigo/internet_das_coisas_tem_muitos_beneficios_mas_deve_ser_usada_com_algum_cuidado-49539ust.html
Torres, J. (novembro de 2014). Segurança na internet. Seguranet . ESE-IPS, Setúbal.
Vasconcelos, P. (3 de novembro de 2016). O surfista e a onde: fraude na internet. Obtido em 28 de novembro de 2016, de Visão: http://visao.sapo.pt/opiniao/silnciodafraude/2016-11-03-O-surfista-e-a-onda-fraude-na-internet


[1] Licenciado em Matemática Aplicada, doutorado em Ciências da Engenharia. É investigador no Centro de Matemática da Universidade do Porto nas áreas de análise numérica, matemática computacional e economia computacional. Tem dirigido também a sua atenção para a investigação e a divulgação das grandes questões da Defesa Nacional e Segurança Internacional. É Auditor dos Cursos de Defesa Nacional. É sócio fundador do Observatório de Economia e Gestão de Fraude (OBEGEF). O OBEGEF é uma associação, sem fins lucrativos, para a aquisição de novos saberes sobre a fraude e a corrupção, contribuindo, pela formação e informação, para a sua deteção e prevenção.

Reflexão Individual - Ana Margarida Carvalheira



Reflexão Individual – Segurança na Internet
A Internet apareceu há cerca de 20 anos e com ela deu-se o “boom” da era nas novas Tecnologias de informação e Comunicação. O crescimento tem sido de tal forma exponencial que nos dias de hoje é quase impensável um individuo ou uma família não ter acesso à internet apesar de lamentavelmente em Portugal ainda existirem pessoas muito carenciadas tendo que se deslocar a locais públicos, desde bibliotecas, a cafés ou restaurantes que possuam “Wi-fi” para que possam usufruir desta ferramenta.
Todos sabemos que a internet é considerada uma “biblioteca” virtual, à qual qualquer individuo tem acesso a qualquer tipo de informação e a qualquer hora através de computadores, tablets, telemóveis entre outros, que para (Vasconcelos, 2016) são consideradas “máquinas com grande capacidade de cálculo de comunicação”. Temos acesso à leitura, mas também à opção de publicar informação, através de blogs, redes socias entre outras plataformas. Podemos também pesquisar e cultivar-nos com inúmeras possibilidades de pesquisa, o importante é saber escolher os sites, restringir o acesso de alguns às crianças, e saber tirar partido da informação que necessitamos.
Embora as vantagens sejam inúmeras, não nos podemos esquecer que a informação disponível é apenas a ponta de um “iceberg”. Nesta rede de “auto-estradas” de informação existem muitos sites aos quais só algumas pessoas/organizações têm acesso, como por exemplo o tráfico de crianças, redes de prostituição, tráfico de droga entre muitos outros. Para além destes, existem ainda outros sites usados para publicar vendas/compras que não são fidedignas, levando as pessoas menos informadas a fazer transferências muitas das vezes de grandes quantias sendo as mesmas ludibriadas. Hoje em dia cada vez mais pessoas tendem a pagar bilhetes de avião, transferências bancarias, reservas em hotéis, entre muitos outros, sempre online, é uma maneira mais rápida do “assunto” ficar tratado.
Falando mais concretamente em termos escolares, esta ferramenta está inserida na escola e em casa. É cada vez mais utilizada tanto por educadores/professores como pelas crianças e estudantes. É uma espécie de “saída” online de bibliotecas e outras bases de dados que ajudam no desenvolvimento pedagógico. Nos dias de hoje existem blogs de encarregados de educação e professores que incentivam experiências no ato de ensinar e aprender onde partilham as experiencias vividas com os mais novos, dando “dicas” a outras educadoras, mostrando formas educativas de ensinar, seja com fichas, brincar com materiais didáticos ou até mesmo com atividades lúdicas para as crianças desenvolverem a motricidade fina e motora.
O uso desta ferramenta online deve ser feito por um lado, o mais cedo possível pois saber funcionar com a internet é uma habilidade, mas por outro lado deve ser bem controlada por parte dos pais e educadores/professores porque por vezes pode tornar-se numa grande arma. Porque pior que os hackers somos nós próprios, devemos ter sempre a atenção redobrada no que diz respeito a abrir pastas, “janelas”, assim como sites que nos aparecem muitas vezes como publicidade.
Referências Bibliográficas:

Oliveira, Pedro Miguel (2016), Quem vigia a Internet de Todas as Coisas? , Online, disponível em  http://exameinformatica.sapo.pt/opiniao/2016-11-16-Quem-vigia-a-Internet-de-Todas-as-Coisas-
Sem Autor (2016), Internet das Coisas tem muitos benefícios mas deve ser usada com algum cuidado,  Online, disponível em  http://tek.sapo.pt/noticias/internet/artigo/internet_das_coisas_tem_muitos_beneficios_mas_deve_ser_usada_com_algum_cuidado-49539ust.html
Vasconcelos, Paulo (2016), O surfista e a onda: fraude na internet, Online, disponível em  http://visao.sapo.pt/opiniao/silnciodafraude/2016-11-03-O-surfista-e-a-onda-fraude-na-internet
Belanciano, Vítor (2014),  Não são apenas as celebridades que estão a nu na internet, Online, disponível em  https://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/nao-sao-apenas-as-celebridades-que-estao-a-nu-na-internet-1668563
Guerreiro, António (2014), A Máquina Google, Online, disponível em  https://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/a-maquina-google-1663271