No âmbito da Unidade Curricular (UC) de Língua Portuguesa e Tecnologias da Informação e Comunicação (LPTIC) foi-nos solicitada a criação de um blog de forma a reunir todos os trabalhos realizados no decorrer do semestre.
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sábado, 14 de janeiro de 2017
segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
sábado, 17 de dezembro de 2016
Atividade com a televisão - Sotão Mágico
Atividade com a
televisão
No
âmbito da UC de Língua Portuguesa e Tecnologias da Informação e Comunicação (LPTIC),
foi-nos solicitada a escolha de uma emissão televisiva adequada ao jardim-de-infância,
pré-escolar ou 1º Ciclo do Ensino Básico (1º CEB). O objetivo é apresentar a
emissão (nome, horário, tipo de emissão, periodicidade, público-alvo, breve
descrição da série e/ou do programa selecionado), destacar as potencialidades
do programa para o ensino-aprendizagem da Língua Portuguesa, e apresentar duas
atividades (uma oral e outra escrita) que trabalhem esta área disciplinar.
A
emissão por nós escolhida destina-se ao 1º CEB mais propriamente para o 1º e 2º
ano de escolaridade. “O Sótão Mágico” é uma série de animação que foi
transmitida no programa televisivo “ Ilha das cores” na RTP2. A série de televisão a “Ilha das Cores” teve objetivos
de entretenimento e educativos dirigidos a crianças em idade pré-escolar,
segundo Teresa Paixão, responsável pelo gabinete de Programas Infantis da RTP2
e autora do programa, este teve como influência séries semelhantes realizadas pela
RTP, como a Rua Sésamo e o Jardim da Celeste. “Com a Rua Sésamo na memória de toda a gente e o Jardim da Celeste como
exemplo de um bom sucedâneo da série americana, a Ilha das Cores foi
encomendada pela Direção da RTP 2 com o objetivo de se fazer uma série para o
pré-escolar retomando assim a RTP uma certa tradição de produção de programas
infantis.” (Paixão, 2007).
Houve
também uma preocupação em quebrar estereótipos, e isso é também referido no
artigo da autora, principalmente na criação das personagens “A preocupação da quebra dos estereótipos na
criação das personagens foi um dos pontos concordantes entre a autora, a
coordenadora de guiões, que as caracterizou, e a psicóloga contratada (…) Além
do mesmo número de homens e mulheres, também se queria dar às mulheres papéis
menos comuns. (…) Os avós também foram muito pensados. O que se pretendia era a
imagem de uns avós urbanos, abertos às novidades tecnológicas e às ideias, que
tivessem vivido os anos 60 com alguma intensidade, bem-dispostos e saudáveis
entre outras razões porque se davam com gente nova e faziam exercício físico. (…)
Também se pretendia criar alguns tiques para as personagens. Isabel Medina,
coordenadora de guiões e quem desenvolveu a personalidade de cada personagem,
criou uma Marta que dizia “Filha de Peixe sabe nadar” ao mesmo tempo que fazia
o gesto com a mão, uma Cantarola que falava em rima, um Manuel agricultor que
passava a vida a citar a família (alargadíssima) ”. (Paixão, 2007) Cada personagem representa
determinados objetivos, estão presentes vários escalões etários (como o
Leonardo, a personagem mais nova), o mesmo número de homens e mulheres e pelo
menos uma personagem negra e portuguesa com uma profissão diferenciada (Joana a
médica que adorava praticar atividade física). Foram ainda criadas personagens
em desenho animado: o Zé dos Sete Mares, o Cantor Romântico, os fantasmas do Sótão
Mágico, a Trupe Intrépida e a família Silva da Silva. A intenção era ter em
cada episódio personagens em 3D ou 2D (todas elas eram em 2D exceto o Zé dos
Sete Mares que era 3D), tal como eram usados o Egas e o Becas, ou o Monstro das
Bolachas na Rua Sésamo.
Quanto
à programação a “Ilha das cores” estava colocada no melhor horário do Zig Zag,
entre as 8:00h e 8:30h, e era repetido três vezes ao dia para que todas as
crianças, independentemente dos seus horários, pudessem assistir. “Tanto no alvo Universo como no dos 4 aos 14
anos o share foi sempre acima
da média do canal e muito bom. Pode dizer-se com segurança que 70% das crianças
que veem televisão já viram a Ilha das Cores pelo menos uma vez”.
Apesar de
este programa ter sido pensado nas crianças do pré-escolar, foi visualizado por
muitas outras faixas etárias, e desta forma, sendo um programa com objetivos de
entretenimento e educativos, pode ser utilizado como recurso educativo para o
1º CEB. Desta forma é importante referir o episódio 9 do “Sótão Mágio” em que
são apresentadas palavras terminadas em “AR” para que se possa construir uma
canção. Segundo o Programa e Metas Curriculares de Português do Ensino Básico,
no 1º CEB os domínios de conteúdos são quatro, a Oralidade, a Leitura e
Escrita, a Educação Literária ou Iniciação à educação Literário no caso do 1º e
2º ano e por último, a Gramática. Com o visionamento desta pequena série, poderíamos
trabalhar diversas áreas do Português, no entanto é importante referir, no caso
da Oralidade, a aquisição de vocabulário, a articulação, entoação e ritmo,
quanto à Leitura e Escrita, é de referir as características deste tipo de texto
- poema, a Gramática também se poderia abordar, como os sinónimos e antónimos
ou a flexão em género e número, e por último, quanto à Iniciação à Educação
Literária, a memorização e recitação do poema. Duas atividades, como foi
solicitado, poderiam ser, a memorização e recitação da canção que é dada pelos
fantasmas do Sótão Mágico (toda a turma canta recitando as palavras com
clareza) e outra poderia ser a escrita, com o apoio do professor, a turma em
conjunto pode criar um pequeno poema com algumas das palavras terminadas em “AR”
presentes na séria televisiva, e outras.
Animation, B. (Realizador). (2008). Sótão Mágico
[Filme].
BUESCU, H. C., MORAIS,
J., ROCHA, M. R., & MAGALHÃES, V. F. (2015). Programa e Metas
Curriculares de Português do Ensino Básico. Direção Geral da Educação.
Paixão, T. (2007). Do
Continente até à Ilha das Cores, televisão para o pré-escolar. Media e
Jornalismo , 102-118.
terça-feira, 11 de outubro de 2016
Actividade 1
A integração das TIC
no processo de ensino-aprendizagem: uma opção ou uma necessidade?
Falar
de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), tal como de Educação, é falar
sobre as mais variadas coisas, porque, como refere o profº João Paz, “os vários tipos de novas tecnologias vão
incidir em dimensões educacionais variadas (...)” (Paz, 2008), sejam computadores
ou telemóveis, que são mais do que isso, eles fazem parte do dia-a-dia. Estes
podem ser também desde simples aplicações informáticas com fins educativos ou
até mesmo plataformas de gestão da aprendizagem, como o moodle por exemplo. No
entanto, continua nos dias de hoje a gerar uma enorme controvérsia se será
benéfico ou não, a integração das TIC no processo de ensino-aprendizagem. As Tecnologias de Informação
estão relacionadas com todas as vertentes associadas à gestão e processamento
da informação, especialmente no seio de uma grande organização ou empresa.
Englobam nomeadamente não só toda a componente de infraestrutura (hardware) mas
também todas as aplicações (software) e bases de dados que assim permitem
efetuar o devido tratamento de toda a informação.
Kieran Egan refere que o que se
vive na educação atual é em muito semelhante ao que se vivia nos finais do séc.
XVI com a crise económica da Europa, em que uns colocavam as culpas nos outros,
tal como hoje: “O ensino superior acusa o
ensino secundário. O ensino Secundário acusa o básico. Este acusa o primário.
(…) as culpas não estão onde estão a ser apontadas, mas sim em males endémicos
de que padece a nossa educação (…)” (Figueiredo,2000). Estes “males
endémicos” a que o autor se refere são a herança da Sociedade Industrial e o
facto de, ainda nos dias de hoje, a nossa educação continuar a insistir nos
paradigmas mecanicistas, isto é, a escola como uma linha de montagem: As mesas
e cadeiras em fila, as campainhas a tocar de hora em hora, a instrução de ouvir
e responder, a reprodução de disciplinas artificialmente separadas… Segundo o
mesmo artigo, Novos Media e Nova Aprendizagem, é também importante referir que
“o maior desafio dos novos media é,
segundo a nossa opinião, o de construir comunidades ricas em contexto onde a
aprendizagem individual e coletiva se constrói e onde os aprendentes assumem a
responsabilidade, não só da construção dos seus próprios saberes, mas também da
construção de espaços de pertença onde a aprendizagem coletiva tem lugar”. (Figueiredo, 2000) Podemos dizer que é
importante a integração das TIC no processo de ensino-aprendizagem, não só para
quebrar esta herança mecanicista mas também porque se estas desempenham, cada
vez mais, um papel presente no seio das famílias, então, porque não explorar também
este fenómeno no sentido de uma melhor aprendizagem em sala de aula
contribuindo para diluir as fronteiras entre o aprender, viver e trabalhar?
Devido à evolução profunda das Tecnologias de Informação, o sector de ensino
deve ser capaz de dar resposta às expectativas dos alunos e professores
contribuindo para uma melhor aprendizagem e trabalho por parte de todos, sendo
que estas possibilitam o acesso a um vasto recurso de informação nos mais
diversos domínios, assim como, a oportunidade de utilização de um determinado
equipamento direcionado para o bom sucesso dos alunos e de materiais de fácil
consulta que possibilitam aos alunos reforçar a sua autonomia.
As TIC contribuem para uma melhor
preparação e qualidade das aulas por parte do professor e que poderá
traduzir-se em material mais apelativo e diversificado para os estudantes
contribuindo também para a motivação dos mesmos. Desta forma o papel do professor
deve estar mais centrado na colaboração (através da utilização de algumas das
ferramentas tecnológicas disponíveis) como parte do processo de ensino-aprendizagem.
A
quantidade de informação hoje disponível é de fácil e rápido acesso, por parte
do professor e dos alunos, tornando as TIC indispensáveis. Estão hoje presentes
no nosso dia-a-dia, pelo que também devem contribuir para facilitar todas as
tarefas quer de investigação, preparação e elaboração das aulas por parte do
professor e que hoje não se pode dissociar desta nova realidade, devendo sim
procurar tirar o melhor partido das ferramentas disponíveis.
Contudo,
as TIC não podem nos dias de hoje ser apenas uma opção já que cada vez mais estas
estão presentes em toda a sociedade e nos mais diversos domínios, não só os
computadores como também o rádio, a televisão, entre muitos outros. O processo de
ensino deverá saber utilizar as tecnologias nas suas vertentes mais efetivas e
que melhor possam contribuir quer para o trabalho dos professores quer para os
resultados que são pretendidos do lado dos alunos. Assim, deverá existir o
devido balanceamento e complementaridade das TIC em todo o processo de ensino-aprendizagem.
Referências
bibliográficas:
Fidalgo,
P. P. (2009). O ensino e as Tecnologias da Informação e Comunicação. Setúbal
na Rede
Figueiredo, P.
A. (2000). ResearchGate. Obtido em outubro de 2016, de
https://www.researchgate.net/publication/258241150_Novos_Media_e_Nova_Aprendizagem
Paz, P. J.
(2008). Educação e Novas Tecnologias. Setúbal na Rede .
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