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sábado, 17 de dezembro de 2016

Atividade com a televisão - Sotão Mágico



Atividade com a televisão
No âmbito da UC de Língua Portuguesa e Tecnologias da Informação e Comunicação (LPTIC), foi-nos solicitada a escolha de uma emissão televisiva adequada ao jardim-de-infância, pré-escolar ou 1º Ciclo do Ensino Básico (1º CEB). O objetivo é apresentar a emissão (nome, horário, tipo de emissão, periodicidade, público-alvo, breve descrição da série e/ou do programa selecionado), destacar as potencialidades do programa para o ensino-aprendizagem da Língua Portuguesa, e apresentar duas atividades (uma oral e outra escrita) que trabalhem esta área disciplinar.
A emissão por nós escolhida destina-se ao 1º CEB mais propriamente para o 1º e 2º ano de escolaridade. “O Sótão Mágico” é uma série de animação que foi transmitida no programa televisivo “ Ilha das cores” na RTP2.  A série de televisão a “Ilha das Cores” teve objetivos de entretenimento e educativos dirigidos a crianças em idade pré-escolar, segundo Teresa Paixão, responsável pelo gabinete de Programas Infantis da RTP2 e autora do programa, este teve como influência séries semelhantes realizadas pela RTP, como a Rua Sésamo e o Jardim da Celeste. “Com a Rua Sésamo na memória de toda a gente e o Jardim da Celeste como exemplo de um bom sucedâneo da série americana, a Ilha das Cores foi encomendada pela Direção da RTP 2 com o objetivo de se fazer uma série para o pré-escolar retomando assim a RTP uma certa tradição de produção de programas infantis.” (Paixão, 2007).
Houve também uma preocupação em quebrar estereótipos, e isso é também referido no artigo da autora, principalmente na criação das personagens “A preocupação da quebra dos estereótipos na criação das personagens foi um dos pontos concordantes entre a autora, a coordenadora de guiões, que as caracterizou, e a psicóloga contratada (…) Além do mesmo número de homens e mulheres, também se queria dar às mulheres papéis menos comuns. (…) Os avós também foram muito pensados. O que se pretendia era a imagem de uns avós urbanos, abertos às novidades tecnológicas e às ideias, que tivessem vivido os anos 60 com alguma intensidade, bem-dispostos e saudáveis entre outras razões porque se davam com gente nova e faziam exercício físico. (…) Também se pretendia criar alguns tiques para as personagens. Isabel Medina, coordenadora de guiões e quem desenvolveu a personalidade de cada personagem, criou uma Marta que dizia “Filha de Peixe sabe nadar” ao mesmo tempo que fazia o gesto com a mão, uma Cantarola que falava em rima, um Manuel agricultor que passava a vida a citar a família (alargadíssima) ”. (Paixão, 2007) Cada personagem representa determinados objetivos, estão presentes vários escalões etários (como o Leonardo, a personagem mais nova), o mesmo número de homens e mulheres e pelo menos uma personagem negra e portuguesa com uma profissão diferenciada (Joana a médica que adorava praticar atividade física). Foram ainda criadas personagens em desenho animado: o Zé dos Sete Mares, o Cantor Romântico, os fantasmas do Sótão Mágico, a Trupe Intrépida e a família Silva da Silva. A intenção era ter em cada episódio personagens em 3D ou 2D (todas elas eram em 2D exceto o Zé dos Sete Mares que era 3D), tal como eram usados o Egas e o Becas, ou o Monstro das Bolachas na Rua Sésamo.
Quanto à programação a “Ilha das cores” estava colocada no melhor horário do Zig Zag, entre as 8:00h e 8:30h, e era repetido três vezes ao dia para que todas as crianças, independentemente dos seus horários, pudessem assistir. “Tanto no alvo Universo como no dos 4 aos 14 anos o share foi sempre acima da média do canal e muito bom. Pode dizer-se com segurança que 70% das crianças que veem televisão já viram a Ilha das Cores pelo menos uma vez”.
Apesar de este programa ter sido pensado nas crianças do pré-escolar, foi visualizado por muitas outras faixas etárias, e desta forma, sendo um programa com objetivos de entretenimento e educativos, pode ser utilizado como recurso educativo para o 1º CEB. Desta forma é importante referir o episódio 9 do “Sótão Mágio” em que são apresentadas palavras terminadas em “AR” para que se possa construir uma canção. Segundo o Programa e Metas Curriculares de Português do Ensino Básico, no 1º CEB os domínios de conteúdos são quatro, a Oralidade, a Leitura e Escrita, a Educação Literária ou Iniciação à educação Literário no caso do 1º e 2º ano e por último, a Gramática. Com o visionamento desta pequena série, poderíamos trabalhar diversas áreas do Português, no entanto é importante referir, no caso da Oralidade, a aquisição de vocabulário, a articulação, entoação e ritmo, quanto à Leitura e Escrita, é de referir as características deste tipo de texto - poema, a Gramática também se poderia abordar, como os sinónimos e antónimos ou a flexão em género e número, e por último, quanto à Iniciação à Educação Literária, a memorização e recitação do poema. Duas atividades, como foi solicitado, poderiam ser, a memorização e recitação da canção que é dada pelos fantasmas do Sótão Mágico (toda a turma canta recitando as palavras com clareza) e outra poderia ser a escrita, com o apoio do professor, a turma em conjunto pode criar um pequeno poema com algumas das palavras terminadas em “AR” presentes na séria televisiva, e outras.












Referências Bibliográficas

Animation, B. (Realizador). (2008). Sótão Mágico [Filme].

BUESCU, H. C., MORAIS, J., ROCHA, M. R., & MAGALHÃES, V. F. (2015). Programa e Metas Curriculares de Português do Ensino Básico. Direção Geral da Educação.

Paixão, T. (2007). Do Continente até à Ilha das Cores, televisão para o pré-escolar. Media e Jornalismo , 102-118.






terça-feira, 11 de outubro de 2016

Actividade 1



A integração das TIC no processo de ensino-aprendizagem: uma opção ou uma necessidade?
Falar de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), tal como de Educação, é falar sobre as mais variadas coisas, porque, como refere o profº João Paz, “os vários tipos de novas tecnologias vão incidir em dimensões educacionais variadas (...) (Paz, 2008), sejam computadores ou telemóveis, que são mais do que isso, eles fazem parte do dia-a-dia. Estes podem ser também desde simples aplicações informáticas com fins educativos ou até mesmo plataformas de gestão da aprendizagem, como o moodle por exemplo. No entanto, continua nos dias de hoje a gerar uma enorme controvérsia se será benéfico ou não, a integração das TIC no processo de ensino-aprendizagem. As Tecnologias de Informação estão relacionadas com todas as vertentes associadas à gestão e processamento da informação, especialmente no seio de uma grande organização ou empresa. Englobam nomeadamente não só toda a componente de infraestrutura (hardware) mas também todas as aplicações (software) e bases de dados que assim permitem efetuar o devido tratamento de toda a informação.
Kieran Egan refere que o que se vive na educação atual é em muito semelhante ao que se vivia nos finais do séc. XVI com a crise económica da Europa, em que uns colocavam as culpas nos outros, tal como hoje: “O ensino superior acusa o ensino secundário. O ensino Secundário acusa o básico. Este acusa o primário. (…) as culpas não estão onde estão a ser apontadas, mas sim em males endémicos de que padece a nossa educação (…) (Figueiredo,2000). Estes “males endémicos” a que o autor se refere são a herança da Sociedade Industrial e o facto de, ainda nos dias de hoje, a nossa educação continuar a insistir nos paradigmas mecanicistas, isto é, a escola como uma linha de montagem: As mesas e cadeiras em fila, as campainhas a tocar de hora em hora, a instrução de ouvir e responder, a reprodução de disciplinas artificialmente separadas… Segundo o mesmo artigo, Novos Media e Nova Aprendizagem, é também importante referir que “o maior desafio dos novos media é, segundo a nossa opinião, o de construir comunidades ricas em contexto onde a aprendizagem individual e coletiva se constrói e onde os aprendentes assumem a responsabilidade, não só da construção dos seus próprios saberes, mas também da construção de espaços de pertença onde a aprendizagem coletiva tem lugar”. (Figueiredo, 2000) Podemos dizer que é importante a integração das TIC no processo de ensino-aprendizagem, não só para quebrar esta herança mecanicista mas também porque se estas desempenham, cada vez mais, um papel presente no seio das famílias, então, porque não explorar também este fenómeno no sentido de uma melhor aprendizagem em sala de aula contribuindo para diluir as fronteiras entre o aprender, viver e trabalhar? Devido à evolução profunda das Tecnologias de Informação, o sector de ensino deve ser capaz de dar resposta às expectativas dos alunos e professores contribuindo para uma melhor aprendizagem e trabalho por parte de todos, sendo que estas possibilitam o acesso a um vasto recurso de informação nos mais diversos domínios, assim como, a oportunidade de utilização de um determinado equipamento direcionado para o bom sucesso dos alunos e de materiais de fácil consulta que possibilitam aos alunos reforçar a sua autonomia.
As TIC contribuem para uma melhor preparação e qualidade das aulas por parte do professor e que poderá traduzir-se em material mais apelativo e diversificado para os estudantes contribuindo também para a motivação dos mesmos. Desta forma o papel do professor deve estar mais centrado na colaboração (através da utilização de algumas das ferramentas tecnológicas disponíveis) como parte do processo de ensino-aprendizagem.
A quantidade de informação hoje disponível é de fácil e rápido acesso, por parte do professor e dos alunos, tornando as TIC indispensáveis. Estão hoje presentes no nosso dia-a-dia, pelo que também devem contribuir para facilitar todas as tarefas quer de investigação, preparação e elaboração das aulas por parte do professor e que hoje não se pode dissociar desta nova realidade, devendo sim procurar tirar o melhor partido das ferramentas disponíveis.
Contudo, as TIC não podem nos dias de hoje ser apenas uma opção já que cada vez mais estas estão presentes em toda a sociedade e nos mais diversos domínios, não só os computadores como também o rádio, a televisão, entre muitos outros. O processo de ensino deverá saber utilizar as tecnologias nas suas vertentes mais efetivas e que melhor possam contribuir quer para o trabalho dos professores quer para os resultados que são pretendidos do lado dos alunos. Assim, deverá existir o devido balanceamento e complementaridade das TIC em todo o processo de ensino-aprendizagem.  


Referências bibliográficas:
Fidalgo, P. P. (2009). O ensino e as Tecnologias da Informação e Comunicação. Setúbal na Rede
Figueiredo, P. A. (2000). ResearchGate. Obtido em outubro de 2016, de https://www.researchgate.net/publication/258241150_Novos_Media_e_Nova_Aprendizagem
Paz, P. J. (2008). Educação e Novas Tecnologias. Setúbal na Rede .